Nesse dia tão especial, que é o dia das crianças, resolvemos trazer algumas informações valiosas a respeito da saúde ocular dos nossos pequeninos.

Após o nascimento, todo bebe deve por lei realizar o Teste do Reflexo vermelho, também conhecido como Teste do Olhinho.  Esse teste, comumente feito por um pediatra, deve ser não somente repetido como também aprimorado por um oftalmologista, de preferência no 1º  mês de vida para a exclusão de algumas doenças, como a catarata congênita e o retinoblastoma, que podem levar não somente a consequências péssimas para a visão, no futuro, como também a risco de vida da criança.

Além das visitas regulares ao oftalmologista durante a infância, é preciso prestar atenção nas crianças em casa, já que muitas podem dar sinais de dificuldades visuais sugerindo o surgimento de alguma patologia, como o desenvolvimento de um estrabismo ou o surgimento de miopia.

“Olhos coçando ou muito lacrimejantes, sentar muito próximo à televisão, apertar os olhos para ler, andar de cabeça baixa, acompanhar a leitura com o dedo, demonstrar sensibilidade à luz e tapar um olho com a mão podem ser alguns deles”, explica a oftalmologista Carine Bragança Sobreira.

Na infância, a principal doença a ser combatida é a Ambliopia, ou olho preguiçoso, que pode levar ao não desenvolvimento completo da visão em um ou nos dois olhos. Como normalmente até os 2 anos de idade a criança não verbaliza e mesmo após essa idade, a dificuldade em se expressar corretamente é evidente, a visita a um oftalmologista é fundamental pois diversas alterações que levam a ambliopia podem ser facilmente corrigidas.

Os óculos, lentes de contato, oclusões e cirurgias são algumas das opções de tratamento, devendo cada caso ser avaliado individualmente.

Um exame de rotina pelo oftalmologista pode identificar qualquer alteração. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), a ida ao especialista deve acontecer a cada 6 meses durante os dois primeiros anos de vida e anualmente até os 7 anos de idade.

Uma dúvida muito frequente é a preocupação dos pais em relação ao uso de óculos na infância, devido a crença de uma estética feia, da não adaptação pela criança e também pelo possível “bullyng” que a mesma pode sofrer. Contudo, se o uso dos óculos for mesmo necessário,  dependendo do grau, essa aceitação é imediata pela criança, porque a qualidade do “enxergar” aparece no momento em que ela coloca os óculos no rosto. Mas, se essa percepção não for tão clara, uma mobilização familiar muitas vezes é necessária.

Levar a criança na loja para escolher seu modelo, a cordinha para pendurá-lo no pescoço (para ele não acabar perdido logo na primeira semana de uso) é fundamental. Mas, elogiar, conversar sobre os benefícios e da importância para a saúde também é fundamental, quando possível para a própria criança e sempre para a família.

Os óculos escuros também podem e devem ser adotados por todos, eles são essenciais para a proteção contra os raios UVA e UVB.

O uso de lentes de contato apresenta indicações especificas para os pequenos, devendo sempre que indicada ser usada com o auxílio dos pais e com parcimônia.

Existe uma subespecialidade dentro da oftalmologia que é o oftalmopediatra.

A equipe Barra Eye Clinic, localizada na loja 314 no Centro Médico Barra Shopping, conta com uma equipe especializada nesse tipo de atendimento.

Por fim, a equipe Barra Eye deseja a todos os pais e filhos um ótimo dia das crianças, repleto de saúde e com uma visão consciente a respeito da saúde ocular dos nossos pequenos.

Carine Bragança Sobreira, oftalmologista responsável pelo setor de oftalmopediatria e estrabismo da clínica Barra Eye, no Rio de Janeiro.